Maria Iriane Pereira de Freitas*
Maria Jose de Moura Gomes*
Nadjane Maria de Lima*
Silvania Patrícia de Lima*
Tereza Cristina*
Todas as pessoas tem seu perfil de comportamento. E isso as torna únicas. Sendo assim, cada vez mais os comportamentos estão definindo o sucesso ou o fracasso tanto social, na interatividade com o outro quanto no profissional. Na área pedagógica não é diferente. Há professores que, por falta de conhecimento ou sensibilidade docente, não percebem que são maus comunicadores. Vamos nos apropriar de alguns tipos e conceitos de comunicadores dado pelo texto cartão vermelho: tipos de comunicador problema, de Mendes, E. Junqueira, e as implicações dessas personalidades na pratica docente.
O tímido - costuma falar em voz baixa, sente-se nervoso, tropeça nas palavras. Gagueja e mesmo tendo se preparado e organizado, perde-se com frequência... Esse se torna um educador inseguro naquilo que esta falando e fazendo, não consegue se adaptar as mudanças por vergonha de não saber lidar com elas, não se expõe com trabalhos educativos, e não tem como incentivar a liberdade de expressão de seus educando porque esse mesmo acaba se tornando preso nela.
O egocêntrico – o publico esta ali para servi-lo. Em suas palestras, entrevistas e congressos, o que mais lhe interessa comunicar são os seguintes dados: quantos cursos já realizou quanto dinheiro já ganhou quantos títulos já conquistou... O educador nesse perfil acaba se autoglorificando e desvalorizando o educando, age como se ele fosse o único dono do saber e estivesse acima de tudo e de todos, deixando dessa forma os educandos com incerteza na sua capacidade cognitiva.
O erudito – fala difícil, mesmo percebendo que seu publico não o compreende. Por julgar que sua cultura o exime de qualquer questionamento, não admite interrupções nem contestações. Alguns têm suas ideias tão mal, ou tão perfeitamente organizadas, que não há neles lugar para a imaginação criativa dos alunos. Educador com essa característica não sabe transmitir conhecimento. Não busca formas lúdicas de ensino, apenas a linguagem verbal técnica o que dificulta muito a aprendizagem do educando.
O hipnotizador – causa sono na plateia. Quando formula o inicio de um conceito, o publico já adivinha a conclusão. Esse acerta quando busca varias formas de interatividade dentro da sala de aula, mas erra quando deixa de estipular o tempo. Expor as ideias em poucas palavras é uma virtude extremamente necessária à práxis docente. Nos desligamos facilmente quando ouvimos pessoas que nos causam fadiga, de comunicação muito longa e difusa. Aquelas que dizem muita coisa, porém, inútil e irrelevante.
O verborrágio – ama o som da própria voz e, para ele, o silencio é crime. Fala sem parar, porque considera suas ideias mais interessantes. Parece uma metralhadora vocal, expressando-se para si mesmo. Educadores assim dificultam de forma agravante a aprendizagem do educando, pois colocam tantas ideias na exposição do conteúdo que somente algumas, geralmente pouquíssimas, são compreendidas na mente do aluno.
O desesperado – ele aceita o convite para a palestra, mas confiante na ajuda divina, não se prepara. Planejar é perda de tempo e o improviso, excitante. Educadores que tomam essa atitude nunca planejam, elaboram uma aula, agem sempre no agora, nunca no antes, ou seja, improvisar é seu lema. Desenvolvem uma linguagem controversa. Isto é, seu comportamento verbal não é claro, é inconsistente e incoerente, expressando ideias desconectadas.
A emissão, transmissão e recepção do conteúdo didático são componentes da rede de comunicação entre professores e alunos. É necessário enfatizar que da excelente comunicação dependem não só a aprendizagem, mas também a admiração mútua, a cooperação e a criatividade em sala de aula. Sendo assim a linguagem é o principal recurso de comunicação de que o professor se utiliza para ministrar informações, prestar esclarecimentos aos alunos e orientar-lhes todo o processo de aprendizagem. Por isso sua linguagem deve ter sempre clareza, precisão, simplicidade, criatividade e objetividade da mensagem.
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