Althaysy Natinai da Silva Ataide*
Fabiana Braga da Silva*
Márcia Santana Santos*
Maria Cláudia da Silva Bezerra*
Maria Josineide da Silva Alves*
Suzana Lindoso Xavier*
Quando falamos de afetividade, a princípio, pensamos na
palavra amor, carinho, mais para alguns talvez não seja as primeiras palavras
que venham em mente, quando se trata de aprendizagem afetiva. Pois bem, este
tema é importante, pois coloca a questão das interações entre as pessoas e suas
atividades, em destaque a relação professor e aluno no processo de
ensino-aprendizagem, pois quando o professor se torna o principal mediador
dessa afetividade em sala de aula, melhora o convívio do aluno com o professor,
permitindo um relacionamento estabelecido entre a amizade e o respeito,
desenvolvendo assim o seu próprio progresso físico, psíquico, espiritual e
moral. Esses resultados mostram que além de mediar o aprendizado, a afetividade
torna possível melhorar as relações interpessoais, fortalecendo também os laços
de relacionamento com o próximo, solidariedade, generosidade, confiança entre
outros aspectos, se queremos e precisamos da atenção de nosso aluno, bem como o
controle da turma, para transmitir com êxito o conteúdo, temos que usar essa
ferramenta, procurando entender e conhecer o aluno com suas particularidades,
mostra-lo que é importante para nós e que desejamos manter um convívio
harmonioso. Para Piaget (2005) a afetividade é um dos principais elementos da
inteligência, sendo que a mesma tanto pode ajudar no desenvolvimento do aluno,
quanto pode prejudicar pelo excesso dos pais, que ocorre na superproteção.
Então pensamos: o que fazer pra que essa afetividade aconteça? Há três pontos
importantes para se desenvolver essa afetividade: a questão dos limites; o
resgate do cotidiano das crianças que ao longo do tempo forma se perdendo,
coisas básicas como reunião familiar (não exatamente uma reunião, mais que os
pais participem da vida da criança) na figura de pais, de professores, e
expectativas; respeito ao ritmo do eu, ou seja, as características das
diferentes fazes do desenvolvimento da criança, não podemos ter o mesmo tratamento
em, se tratando de limite, ou em relação a cognição da criança, eu não posso
ter a mesma atividade (afetiva/apreciativa) de uma criança de três a sete anos,
com uma criança de sete a dezessete, cada fase da vida temos características
diferentes, então na questão da pedagogia afetiva a proposta é uma nova
condução, uma nova forma de conduzir essas crianças a luz da afetividade,
olhando cada ser com sua complexidade de um ser que pensa, que sente e que age.
De acordo com Cunha (2008), é importante que o professor tenha essa tarefa de
procurar conhecer o seu aluno de forma particular, principalmente no que diz
respeito aos estágios de desenvolvimento cognitivo de seu aluno, para que possa
utilizar-se de recursos adequados, demonstrando afeto, sensibilidade,
dedicação, empatia e principalmente compromisso com o que se faz e para quem se
faz, facilitando assim de forma significativa o aprendizado do aluno.
Pois quando a criança sente-se amada, querida, respeitada, pelo
professor que demonstra tal atitude com certeza este aluno sentirá o desejo de
aprender.
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