sábado, 8 de junho de 2013

APRENDIZAGEM POR RACIOCINIO

 
MARIA IRIANE PEREIRA DE FREITAS*
MARIA JOSE DE MOURA GOMES*
NADJANE MARIA DE LIMA*
SILVANIA PARTRICIA DE LIMA*
TEREZA CRISTINA*


 
Piaget embora nao tenha sido um educador, contribuiu muito para a discussão de questoes relativas ao desenvolvimento do raciocinio do homem.
 
Jean Piaget (1896-1980), psicologo e filosofo suiço, desenvolveu um trabalho pioneiro no campo do estudo da inteligencia infantil. a grande pergunta qu formulou foi: como se passa de um conhecimento menos elaborado para um conhecimento mais elaborado? tornou-se conhecido principalmente por organizar o desenvolvimento cognitivo em uma serie de estagios.
Segundo Piaget, o conhecimento nao pode ser concebido como algo predeterminado desde o nascimento (inatismo0, nem como resulatdo do simples registro de percepçoes e informaçoes ( empirismo). a aprenizagem resulta das açoes e interaçoes do sujeito com o ambiente onde vive. Todo o conhecimento é uma construção que vai sendo elaborada desde a infancia.o indivíduo constrói e reconstrói continuamente as estruturas que o tornam cada vez mais apto ao equilíbrio.
Essas construções seguem um padrão denominado por Piaget de ESTÁGIOS que seguem idades mais ou menos determinadas. Todavia o importante é a ordem dos estágios e não a idade de aparição destes.
 
Sensorio-Motor (0 a 2 anos de idade)
A partir de reflexos neurológicos básicos, o bebê começa a construir esquemas de ação para assimilar mentalmente o meio. A inteligência é prática. As noções de espaço e tempo são construídas pela ação. O contato com o meio é direto e imediato, sem representação ou pensamento.
Exemplos:
O bebê pega o que está em sua mão; "mama" o que é posto em sua boca; "vê" o que está diante de si. Aprimorando esses esquemas, é capaz de ver um objeto, pegá-lo e levá-lo a boca.
Pre-Operatorio (2 a 7 anos)
Caracteriza-se, principalmente, pela interiorização de esquemas de ação construídos no estágio anterior (sensório-motor).
Exemplos:
Mostram-se para a criança, duas bolinhas de massa iguais e dá-se a uma delas a forma de salsicha. A criança nega que a quantidade de massa continue igual, pois as formas são diferentes. Não relaciona as situações.
Operatorio-Concreto ( 7 a 11 anos)
A criança desenvolve noções de tempo, espaço, velocidade, ordem, casualidade, ..., já sendo capaz de relacionar diferentes aspectos e abstrair dados da realidade. Não se limita a uma representação imediata, mas ainda depende do mundo concreto para chegar à abstração.
Exemplos:
despeja-se a água de dois copos em outros, de formatos diferentes, para que a criança diga se as quantidades continuam iguais. A resposta é afirmativa uma vez que a criança já diferencia aspectos e é capaz de "refazer" a ação.
Operatorio-Formal (12 anos em diante)
A representação agora permite a abstração total. A criança não se limita mais a representação imediata nem somente às relações previamente existentes, mas é capaz de pensar em todas as relações possíveis logicamente buscando soluções a partir de hipóteses e não apenas pela observação da realidade.
Exemplos:
Se lhe pedem para analisar um provérbio como "de grão em grão, a galinha enche o papo", a criança trabalha com a lógica da idéia (metáfora) e não com a imagem de uma galinha comendo grãos.
 
Entender como essas etapas funcionam ajuda em grande escala o professor em sala de aula, uma vez que ele pode assimilar os estagios as atividades de aprendizagem adequadas pra cada idade.
  

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